terça-feira, 18 de janeiro de 2011

A minha memória

(imagem de darkhumanity.blog.com)


No último degrau da escada

sentei a minha memória,

que começou a contar a história

de uma vida passada.



E a memória sentou-se ao lado

de todos quanto amei,

conversou com eles como eu conversei

num tempo ultrapassado.



Deu as mãos aos meus amigos,

suplicou-lhes uma aventura

vivida nessa nossa infância pura,

tempos perdidos, esquecidos…



Passou a mão pelo rosto dos mais novos

primos, amigos, vizinhos…

fê-los sorrir com os carinhos

que eram, nessa época, tão nossos!



Pousou o pé hesitante

naquele chão que pisávamos

nos momentos em que nos encontrávamos

para um dia emocionante.



Sorriu ao ver-me passar

de mão dada com a avó

nunca triste, nunca só,

sempre correr e a saltar.



A minha memória reviveu momentos,

conseguiu observar tudo

o que estava quieto e mudo

no vão da escada de outros tempos.



Peguei-lhe, então com cuidado,

para não a perder,

e nunca mais esquecer,

tudo o que havia observado.

1 comentário:

  1. Lindas recordações não se esquecem. Perduram na alma ao longo da vida. Adorei. Beijos com carinho

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