segunda-feira, 11 de abril de 2011

Engano de amor

(imagem de devaneadora.wordpress.com)


Não sei quando foi, quando aconteceu,

Passava ali no meu ritual diário,

Mas senti que o meu corpo estremeceu

Qual tocha erguida pelo incendiário.



Questionei-me se aquela era eu,

Ou fruto de um pensamento vigário,

Algo ilógico e estranho sucedeu

Que julguei ser mesmo inimaginário.



Assim que os teus olhos nos meus poisaram,

Senti que o solo de meus pés fugia

Com a força que deles refulgia.



Cedi, mas os teus olhos me enganaram,

Queimaram até à destruição,

Deixando em cinzas o meu coração.

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