domingo, 10 de abril de 2011

Sou humana, e depois?


(imagem do Google)

Sou frágil! Admito!
Também me desfaço em mil pedaços
como o cristal que cai desamparado.
Sou fraca! Admito!
Porque cedo quando urgia impor-me,
Acobardo-me e deixo que as pernas vacilem
como varas verdes ao sabor do vento norte.
Sou pessimista! Admito!
Agiganto os problemas
criando disfemismos para os distorcer
e torná-los do tamanho do mundo.

Sou humana, e depois?
É isso que me distingue dos heróis,
dos falsos heróis, dos que se dizem heróis.
É isso que me distingue dos seres superiores,
ou que se dizem superiores e disso se gabam.

É a minha vil condição humana
que me faz chorar com os que choram,
sofrer com os que sofrem,
sorrir com os que sorriem,
sentir com os que sentem,
amar com os que amam.

Sou humana, e depois?
Ser humana é também
reconhecer as minhas imperfeições!
                                                  Célia Gil

2 comentários:

  1. Tente. Sei lá, tem sempre um pôr-do-sol esperando para ser visto, uma árvore, um pássaro, um rio, uma nuvem. Pelo menos sorria, procure sentir amor. Imagine. Invente. Sonhe. Voe.

    Caio Fernando Abreu

    Amor & Paz na nova semana! Beijos meus...M@ria

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  2. "O sonho comanda a vida", já dizia António Gedeão. Obrigada pelo comentário e visita!

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