sexta-feira, 17 de junho de 2011

Naufrágio do meu barco de papel




Peguei numa pequena folha em branco
E construí um barco de papel
Carreguei-o de memórias d’encanto
Histórias passadas a saber a mel.

E com dedos de criança rabina
Debrucei-me na ponte da ilusão
E pousei cautelosamente em cima
Do rio que corre sem direção.

Fiquei sentada, vendo-o afastar-se…
Com ele foi tudo o que já passou
O que de minha alma quis libertar-se.

O sonho agora de mim se ausentou
A realidade teimou instalar-se
E a memória, o passado, naufragou.



2 comentários:

  1. E encontraste uma romântica solução Célia.
    Beijos!!!

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  2. Que belo o seu poema! Passei para desejar um lindo final de semana.
    Bjs
    Zelia

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