quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Rio da minha memória

Frondosos salgueiros
estendem longos braços
pelo rio que corre.
Ouvem-se cânticos de aves
que passam rente à água
para bebericar e refrescar as penas.
Coaxam rãs que empreendem
grandes saltos das pedras para a água.
A margem límpida beija a areia grossa
onde repousam pedras de todas as cores.
Um peixe ou outro
vem à tona em saltos de alegria,
voltando a mergulhar logo de seguida.

Rio da minha infância,
rio do meu imaginário,
memórias de um paraíso,
um espaço só meu,
do meu rio, da minha vida.
Fluíste como a vida
e eu tento recuperar o tempo perdido
no curso da minha memória.
                                               Célia Gil


7 comentários:

  1. Quantas lindas lembranças desse rio...Lindo!beijos,chica

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  2. Tem lembranças que fazem a gente voltar no tempo e suspirar, e pensar por que passou tão rápido? mas nos resta deixar novas lembranças boas para o amanhã, lindo poema, beijos e bom dia!

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  3. Olá Célia, "recuperar o tempo perdido"..tocou-me bastante!
    Beijinhos

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  4. Olá,Célia!!

    Linda poesia querida!!Ah!!E na memória ficam bem guardadas todas as doces lembranças!!!
    beijos pra ti!!!
    tenha um ótimo dia!

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  5. Ouça com o coração quando quase lhe parecer silêncio: é o meu amor falando baixinho só pra não acordar o seu medo de amar...

    Ana Jácomo

    Beijos poéticos....M@ria

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  6. Sem dúvida um lindo rio que chegou at[é aqui nesse momento, trazendo vida Célia. Que o rio continue seu caminho....como nós.
    Beijos,
    Carla

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  7. Olá, Celinha
    Ai, que saudades do que rio da minha memória, de água gelada, com pedras roliças cheias de limo, milhares de peixinhos a beijarem nossas pernas. Saudades de uma infância que não volta mais. Lindo poema, minha linda amiga!!! Beijos com carinho!

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