Sepúlveda, Luís e Cever (2025). História de Uma Gaivota e do Gato Que a Ensinou a Voar. Lisboa: Porto Editora.
Tradução: Pedro Tamem
N.º de páginas: 104
Início da leitura: 21/01/2026
Fim da leitura: 25/01/2026
**SINOPSE**
"O clássico do escritor chileno Luis Sepúlveda numa nova versão com desenhos apelativos de Cever, que amplificam a magia de uma história intemporal
Junto ao porto de Hamburgo, Zorbas, um gato grande, preto e gordo, promete a uma gaivota que veio morrer na varanda de sua casa que não só chocará o ovo que esta acabara de pôr, como criará a pequena gaivota e ensiná-la-á a voar. Comprometidos pela mesma promessa, o bando dos gatos do porto vai mobilizar-se para o ajudar, por muito difícil que a invulgar tarefa seja...
As aventuras de Zorbas, o gato, de Ditosa, a jovem gaivota, e dos seus amigos foram imaginadas pelo grande escritor chileno Luis Sepúlveda, tendo conquistado milhões de leitores em todo o mundo, tocados pela poesia e pelos valores universais desta história que tem a graça de uma fábula e a força de uma parábola.
Cever, que se «apaixonou» por este texto, oferece-nos uma magnífica personificação desenhada da improvável amizade entre um felino e um pássaro, conseguindo combinar na perfeição o humor e a fantasia com temas muito atuais como o ambiente, o respeito pela diferença e a solidariedade."
Junto ao porto de Hamburgo, Zorbas, um gato grande, preto e gordo, promete a uma gaivota que veio morrer na varanda de sua casa que não só chocará o ovo que esta acabara de pôr, como criará a pequena gaivota e ensiná-la-á a voar. Comprometidos pela mesma promessa, o bando dos gatos do porto vai mobilizar-se para o ajudar, por muito difícil que a invulgar tarefa seja...
As aventuras de Zorbas, o gato, de Ditosa, a jovem gaivota, e dos seus amigos foram imaginadas pelo grande escritor chileno Luis Sepúlveda, tendo conquistado milhões de leitores em todo o mundo, tocados pela poesia e pelos valores universais desta história que tem a graça de uma fábula e a força de uma parábola.
Cever, que se «apaixonou» por este texto, oferece-nos uma magnífica personificação desenhada da improvável amizade entre um felino e um pássaro, conseguindo combinar na perfeição o humor e a fantasia com temas muito atuais como o ambiente, o respeito pela diferença e a solidariedade."
História de uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar, de Luís Sepúlveda, é já um clássico da literatura contemporânea, cuja força reside na aparente simplicidade com que aborda temas profundamente humanos. A adaptação para novela gráfica, com argumento de Sepúlveda e ilustração de Cever (adaptação gráfica por Adams), revela-se particularmente feliz pela fidelidade ao espírito da obra original, conseguindo transpor para a linguagem visual a delicadeza ética e emocional do texto.
Trata-se de uma narrativa que, sob a forma de fábula, constrói uma reflexão clara sobre valores como a amizade, a confiança, a responsabilidade e o cumprimento da palavra dada. A relação improvável entre uma gaivota moribunda e o gato Zorbas funciona como metáfora de um humanismo generoso, em que o respeito pela diferença e a solidariedade se sobrepõem a qualquer fronteira natural ou social. A promessa feita à gaivota, cuidar do ovo, proteger a cria e ensiná-la a voar, estrutura toda a narrativa e confere-lhe uma dimensão ética central: a palavra empenhada como compromisso moral inquebrável.
A novela gráfica consegue preservar esta dimensão simbólica sem a empobrecer. Pelo contrário, o suporte visual intensifica a carga emotiva do texto, tornando mais palpável a ternura, o humor e a melancolia que atravessam a história. A escrita mantém-se clara, acessível e profundamente eficaz, sem excessos retóricos, mas com uma sensibilidade que toca leitores de todas as idades. Cada leitura, seja do texto original, seja desta adaptação, renova a capacidade de comoção, confirmando o carácter intemporal da obra.
Mais do que uma história destinada ao público infantojuvenil, História de uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar afirma-se como uma lição universal sobre convivência, empatia e coragem. A novela gráfica honra plenamente o clássico que lhe dá origem, provando que a fidelidade a uma obra não impede a recriação, antes a enriquece quando é feita com respeito, inteligência e sensibilidade.
























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