segunda-feira, 10 de outubro de 2011

História de um amor impossível




À sombra da grande figueira antiga,
uma colorida manta pelo chão…
Eu só e entoando a nossa cantiga
revejo teu rosto em minha ilusão.

Invade o ar o cheiro a pão de ló,
compota de amora e framboesa,
ao lado, dois copos de vinho, e só
contemplo o teu lugar vazio à mesa.

E a velha figueira ao me ver chorar
murmura-me as nossas histórias antigas
e sorrio amplamente ao recordar

doces beijos roubados às escondidas,
danças ao som do vento a inebriar
sentidos perdidos nas despedidas.


13 comentários:

  1. Eta, que coisa mais linda...Recordações, momentos vividos lindos no passado...

    A figueira como testemunha! LINDO! beijos,chica e ótima semana!

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  2. Que amor de poesia..Célia... os seus versos ficaram ótimos nas recordações do passado..um amor impossível sempre marca... Boa Semana.. bjss

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  3. "Ninguém é de ninguém mesmo quando se ama alguém&*
    Amei essa canção e o cantor, lindos os dois.Muita verdade, viu!, Acredito mesmo ninguém é de...

    A poesia é triste, mas bela, o jeito como colocou "e a velha figueira ao me ver chorar...*
    É maravilhoso, pois amor impossível é uma ilusão, é dor certa, eu bem sei disso.
    beijinhos da Mery*

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  4. Os tempo não voltam mas ficam as histórias para encantar Célia.
    Beijos e boa semana!!

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  5. Olá,Célia!!

    Que lindo soneto!!Viajei...até os cheiros eu senti!! Maravilhoso querida!!
    beijos pra ti!!

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  6. Oi, Célia
    Que coisa mais linda ter a cumplicidade e uma figueira antiga. Belo poema, prá variar, né amiga? Bjkas com muito carinho!

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  7. Que lindo, Célia!
    Recordações à sombra de uma figueira...
    Versos lindos e tocantes.
    Beijos.

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  8. Que romântico!

    Bem, a música combina mesmo com as tuas palavras.

    Bjs

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  9. Célia
    Ah, o Amor!
    Amei o poema com este cenário romântico ao som desta linda melodia.
    Recordar um grande amor faz bem ao coração!
    Beijos e uma ótima semana!

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  10. Amiga .
    Um lindo poema o tempo pode não voltar
    mais podemos gurda-la no fundo do coração.
    beijos uma feliz semana.
    Evanir

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  11. Oi Célia, como disse a Vivian um lindo soneto.
    Quando falou da figueira também senti o cheiro, a gente viaja literalmente nos poemas.
    Eu hoje já não me enlevo muito nas lembranças do passado, e tenho procurado também não me preocupar com o futuro, tenho sentido mais paz assim.
    Mas é claro que as vezes as lembranças chegam, se são boas fico um pouquinho, se não são trato de me desviar pra outra coisa.
    Beijos pra ti!

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  12. Boa! Também tenho um estória com um figueira!

    Pode ver o vídeo no meu blog.

    Vai, de certeza gostar!

    Saudações poéticas!

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  13. Todos os amores mal resolvidos são assim, arrastam-se na conjetura do que poderia ter sido.
    Por isso, vale mais resolver tudo e colocar o devido ponto final.
    Beijo da Nina

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