Jim (2026). Um Livro Esquecido Num Banco. Alfragide: Edições ASA.
Ilustração: Mig
Tradução: Helena Guimarães
N.º de páginas: 112
Início e fim da leitura: 01/08/2026
**SINOPSE WOOK**
"Camélia está sentada num banco. Ao seu lado, encontra-se um livro lá pousado, abandonado. Ela começa a folheá-lo. No interior do livro, uma palavra, pela mão de um desconhecido, convida-a a levá-lo…
Em sua casa, Camélia descobre que algumas palavras parecem estar rodeadas, formando frases… O desconhecido diz sentir-se entediado com a sua vida quotidiana, sonhando com uma vida amorosa intensa e desconcertante, como só se lê nos romances. "Mas quantos de nós não sonham com uma vida igual à dos romances?" Camélia rodeia seis palavras em resposta: "nós", "somos", "dois", "você", "e", "eu"… E volta a pousar o pequeno livro sobre um banco…
Na época das mensagens de telemóvel e dos e-books, Um Livro Esquecido num Banco é uma história encantadora entre dois apaixonados por livros… Uma conexão epistolar terna e cativante, em contracorrente do mundo digital contemporâneo."
Há livros que nos recordam que, por vezes, basta um pequeno acaso para alterar o rumo de uma vida. Um Livro Esquecido num Banco, de Jim, parte precisamente dessa premissa simples: um livro abandonado num banco de jardim, encontrado por Camélia, torna-se o ponto de partida para uma narrativa delicada sobre o amor, o destino e a necessidade de encontrarmos aquilo que verdadeiramente nos faz felizes.
Ao começar a ler o exemplar que encontrou, Camélia depara-se com um pormenor insólito: algumas palavras encontram-se destacadas e, quando reunidas, revelam uma mensagem inesperada. Esse pequeno mistério desperta-lhe a curiosidade e acaba por desencadear uma reflexão mais profunda sobre a sua própria vida. Aos poucos, apercebe-se de que a relação em que vive já não corresponde às suas aspirações e de que existe um vazio difícil de ignorar, aquele indefinível je ne sais quoi que tantas vezes procuramos sem lhe conseguirmos dar um nome.
A partir daí, a história evolui de forma natural, recorrendo a uma troca de mensagens escondidas nas páginas do livro, num jogo de encontros e desencontros que prende o leitor sem recorrer a grandes artifícios. O mistério em torno da identidade do autor dessas palavras é conduzido com equilíbrio, mantendo a curiosidade até ao final, sem nunca perder de vista a dimensão emocional das personagens.
Jim constrói uma narrativa intimista, feita de silêncios, gestos e pequenas coincidências que parecem improváveis, mas que, no contexto da obra, surgem com uma autenticidade desarmante. Mais do que uma história romântica, esta é uma reflexão sobre as escolhas que fazemos, a coragem necessária para abandonar a rotina quando ela deixa de nos preencher e a importância de estarmos disponíveis para acolher o inesperado.
Também o desenho merece destaque. O traço expressivo e as cores suaves contribuem para a atmosfera melancólica e simultaneamente esperançosa que percorre toda a obra. A componente visual complementa o texto com grande sensibilidade, transmitindo todas as emoções que o livro encerra.
Ao começar a ler o exemplar que encontrou, Camélia depara-se com um pormenor insólito: algumas palavras encontram-se destacadas e, quando reunidas, revelam uma mensagem inesperada. Esse pequeno mistério desperta-lhe a curiosidade e acaba por desencadear uma reflexão mais profunda sobre a sua própria vida. Aos poucos, apercebe-se de que a relação em que vive já não corresponde às suas aspirações e de que existe um vazio difícil de ignorar, aquele indefinível je ne sais quoi que tantas vezes procuramos sem lhe conseguirmos dar um nome.
A partir daí, a história evolui de forma natural, recorrendo a uma troca de mensagens escondidas nas páginas do livro, num jogo de encontros e desencontros que prende o leitor sem recorrer a grandes artifícios. O mistério em torno da identidade do autor dessas palavras é conduzido com equilíbrio, mantendo a curiosidade até ao final, sem nunca perder de vista a dimensão emocional das personagens.
Jim constrói uma narrativa intimista, feita de silêncios, gestos e pequenas coincidências que parecem improváveis, mas que, no contexto da obra, surgem com uma autenticidade desarmante. Mais do que uma história romântica, esta é uma reflexão sobre as escolhas que fazemos, a coragem necessária para abandonar a rotina quando ela deixa de nos preencher e a importância de estarmos disponíveis para acolher o inesperado.
Também o desenho merece destaque. O traço expressivo e as cores suaves contribuem para a atmosfera melancólica e simultaneamente esperançosa que percorre toda a obra. A componente visual complementa o texto com grande sensibilidade, transmitindo todas as emoções que o livro encerra.
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