Tamaro, Susanna (2026). O Vento Sopra Onde Quer. Barcarena: Editorial Presença.
Tradução: Maria Ferro
N.º de páginas: 200
Início da leitura: 29/07/2026
Fim da leitura: 30/07/2026
**SINOPSE WOOK**
"Três cartas escritas do coração, um segredo e um legado.
Quando a vida começa a revelar a sua fragilidade, Chiara, à beira dos sessenta anos, decide fazer aquilo que nunca teve coragem de fazer antes: dizer a verdade. Então, escreve três cartas. à filha que escolheu. à filha que deu à luz. e ao homem com quem construiu uma vida.
Ao revisitar o passado, Chiara confronta-se com as escolhas que a moldaram, os silêncios que a afastaram dos outros e os amores que nunca soube proteger. Entre memórias, culpas e gestos de ternura, emerge o retrato de uma família marcada por ligações profundas e pelas feridas que persistem.
Com a sensibilidade única que conquistou milhões de leitores, Susanna Tamaro regressa com um romance íntimo e luminoso sobre aquilo que nos une, nos transforma e, por vezes, nos salva."
O Vento Sopra Onde Quer, de Susanna Tamaro, é um romance profundamente intimista, construído em torno da memória, da identidade e dos laços familiares. Através de uma estrutura epistolar, a autora convida o leitor a entrar no universo interior de uma mulher que, aos sessenta anos, decide revisitar a sua vida, escrevendo a três das pessoas que mais marcaram o seu percurso de vida. É nesse exercício de revisitação que se desenrola uma narrativa de grande intensidade emocional, feita de recordações, dúvidas, arrependimentos e afetos.
O recurso à primeira pessoa confere uma autenticidade muito particular ao relato, criando a sensação de que o leitor é o destinatário privilegiado de uma confidência. Carta após carta, a protagonista revela episódios decisivos da sua existência, refletindo sobre a infância, a relação com os pais, o casamento, a maternidade e as circunstâncias que moldaram a mulher em que se tornou. Mais do que contar acontecimentos, procura compreendê-los, atribuindo-lhes um significado à luz da experiência acumulada ao longo dos anos.
Susanna Tamaro demonstra, uma vez mais, a sua reconhecida capacidade para explorar a complexidade da condição humana. Com uma escrita delicada, depurada e muito reflexiva, aborda temas universais como a procura de pertença, o peso da herança familiar, a influência da genética e da educação na construção da identidade, bem como a permanente tensão entre aquilo que recebemos da vida e aquilo que escolhemos fazer com esse legado.
A narrativa desenvolve-se num ritmo pausado, privilegiando a introspeção em detrimento da ação. É um livro que exige disponibilidade para escutar as inquietações da protagonista e acompanhar o seu processo de autoconhecimento, recompensando o leitor com reflexões que permanecem para além da leitura.
O recurso à primeira pessoa confere uma autenticidade muito particular ao relato, criando a sensação de que o leitor é o destinatário privilegiado de uma confidência. Carta após carta, a protagonista revela episódios decisivos da sua existência, refletindo sobre a infância, a relação com os pais, o casamento, a maternidade e as circunstâncias que moldaram a mulher em que se tornou. Mais do que contar acontecimentos, procura compreendê-los, atribuindo-lhes um significado à luz da experiência acumulada ao longo dos anos.
Susanna Tamaro demonstra, uma vez mais, a sua reconhecida capacidade para explorar a complexidade da condição humana. Com uma escrita delicada, depurada e muito reflexiva, aborda temas universais como a procura de pertença, o peso da herança familiar, a influência da genética e da educação na construção da identidade, bem como a permanente tensão entre aquilo que recebemos da vida e aquilo que escolhemos fazer com esse legado.
A narrativa desenvolve-se num ritmo pausado, privilegiando a introspeção em detrimento da ação. É um livro que exige disponibilidade para escutar as inquietações da protagonista e acompanhar o seu processo de autoconhecimento, recompensando o leitor com reflexões que permanecem para além da leitura.
















