Tremayne, S.K. (2016). A Criança de Fogo. Amadora: Topseller.
Tradução: Miguel Martins
N.º de páginas: 352
Início da leitura: 20/09/2026
Fim da leitura: 22/09/2026
**SINOPSE WOOK**
"Quando Rachel se casa com David, tudo parece encaixar-se. Ao mudar-se de uma vida de mãe solteira para a bela mansão Carnhallow na Cornualha, ela ganha riqueza, amor e até um irmão para a sua filha, Millie. É então que o seu enteado, Jamie, faz uma previsão assustadora, e a vida perfeita de Rachel começa a desmoronar-se. Assombrada pelo fantasma da falecida mulher de David, a mãe de Jamie, e à medida que suspeita que a morte daquela não tenha sido suicídio, Rachel começa a temer que as palavras do enteado se tornem realidade: «Irás morrer no Natal»."
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A Criança de Fogo, de S. K. Tremayne, foi um thriller que iniciei com bastante expetativa e que, desde as primeiras páginas, conseguiu despertar a minha curiosidade. A narrativa envolve-nos rapidamente numa atmosfera de mistério e inquietação, criando aquela necessidade de continuar a ler, sempre na esperança de descobrir o que se esconde por detrás dos acontecimentos.
O autor demonstra uma boa capacidade para construir suspense e manter o leitor preso à história. Existe, desde cedo, uma sensação de desconforto que atravessa a narrativa e que contribui para alimentar a curiosidade. A pouco e pouco, vamos sendo envolvidos numa sucessão de dúvidas e suspeitas, numa leitura que se revela bastante viciante, sobretudo na primeira parte.
Um dos aspetos que mais contribuiu para o meu envolvimento com o livro foi precisamente essa capacidade de manter a tensão narrativa. Tremayne sabe dosear a informação, lançar pistas e criar uma atmosfera de permanente incerteza, levando-nos a questionar aquilo que julgávamos compreender. É um daqueles thrillers em que sentimos vontade de avançar mais um capítulo, na esperança de encontrar respostas para as perguntas que vão surgindo.
Contudo, apesar de ter mantido o meu interesse durante grande parte da leitura, senti que a narrativa começou a perder alguma da sua força já próximo do último quarto do livro. O que até então me parecia uma história bem conduzida, acabou por tomar um rumo que não me convenceu inteiramente.
Confesso que não gostei tanto do desfecho. Na minha perspetiva, a resolução dos acontecimentos torna-se demasiado rebuscada e acaba por comprometer, em certa medida, a credibilidade da história. A sucessão de explicações e revelações parece afastar-se da consistência que eu esperava encontrar, deixando a sensação de que o autor procurou surpreender o leitor a qualquer custo. E, embora um thriller possa naturalmente recorrer a reviravoltas inesperadas, considero que estas funcionam melhor quando permanecem coerentes com aquilo que foi sendo construído ao longo da narrativa.
O autor demonstra uma boa capacidade para construir suspense e manter o leitor preso à história. Existe, desde cedo, uma sensação de desconforto que atravessa a narrativa e que contribui para alimentar a curiosidade. A pouco e pouco, vamos sendo envolvidos numa sucessão de dúvidas e suspeitas, numa leitura que se revela bastante viciante, sobretudo na primeira parte.
Um dos aspetos que mais contribuiu para o meu envolvimento com o livro foi precisamente essa capacidade de manter a tensão narrativa. Tremayne sabe dosear a informação, lançar pistas e criar uma atmosfera de permanente incerteza, levando-nos a questionar aquilo que julgávamos compreender. É um daqueles thrillers em que sentimos vontade de avançar mais um capítulo, na esperança de encontrar respostas para as perguntas que vão surgindo.
Contudo, apesar de ter mantido o meu interesse durante grande parte da leitura, senti que a narrativa começou a perder alguma da sua força já próximo do último quarto do livro. O que até então me parecia uma história bem conduzida, acabou por tomar um rumo que não me convenceu inteiramente.
Confesso que não gostei tanto do desfecho. Na minha perspetiva, a resolução dos acontecimentos torna-se demasiado rebuscada e acaba por comprometer, em certa medida, a credibilidade da história. A sucessão de explicações e revelações parece afastar-se da consistência que eu esperava encontrar, deixando a sensação de que o autor procurou surpreender o leitor a qualquer custo. E, embora um thriller possa naturalmente recorrer a reviravoltas inesperadas, considero que estas funcionam melhor quando permanecem coerentes com aquilo que foi sendo construído ao longo da narrativa.









