Nugent, Liz (2026). A Verdade Sobre Ruby Cooper. Lisboa: Penguin.
Tradução: Maria da Fé Peres
N.º de páginas: 368
Início da leitura:13/10/2026
Fim da leitura: 16/10/2026
**SINOPSE WOOK**
"Ruby Cooper e a sua irmã, Erin, levam uma vida idílica na sua unida comunidade paroquial em Boston. Mas aos 6 anos, Ruby vê-se envolvida num incidente que faz com que o mundo da sua família desmorone. Ao longo de décadas, as consequências daquele incidente deixam um rasto de destruição atrás de Ruby em Dublin, e de Erin em Boston. Não que Ruby queira pensar no passado. Mas há coisas que não podem permanecer em segredo para sempre…"
A Verdade Sobre Ruby Cooper, de Liz Nugent, é uma leitura dura e desconfortável, construída em torno de uma relação familiar marcada por segredos, obsessões e comportamentos perturbadores. No centro da história estão as irmãs Ruby e Erin Cooper, cuja relação vai revelando, progressivamente, uma realidade muito mais complexa e inquietante do que aquela que inicialmente poderíamos imaginar.
Ruby é, desde cedo, uma personagem difícil de compreender e, sobretudo, impossível de acolher com empatia. A construção de um buraco entre o seu quarto e o da irmã, para poder observar secretamente Erin e o namorado desta, é apenas uma das primeiras manifestações de uma personalidade profundamente perturbada e manipuladora. À medida que avançamos na leitura, percebemos que estamos perante uma protagonista que desafia constantemente a nossa capacidade de encontrar nela alguma humanidade ou justificação.
A força do romance está sobretudo na sua dimensão psicológica. As personagens surpreendem-nos, obrigam-nos a rever algumas das ideias que vamos formando sobre elas e mantêm uma tensão constante em torno daquilo que realmente aconteceu e das razões que estão por detrás dos seus comportamentos.
A Verdade Sobre Ruby Cooper é, por isso, uma leitura que incomoda, mas que também prende. Não é uma história fácil nem particularmente confortável, sobretudo pela natureza da protagonista, mas é precisamente essa construção psicológica que mantém a curiosidade até ao fim.
Ruby é, desde cedo, uma personagem difícil de compreender e, sobretudo, impossível de acolher com empatia. A construção de um buraco entre o seu quarto e o da irmã, para poder observar secretamente Erin e o namorado desta, é apenas uma das primeiras manifestações de uma personalidade profundamente perturbada e manipuladora. À medida que avançamos na leitura, percebemos que estamos perante uma protagonista que desafia constantemente a nossa capacidade de encontrar nela alguma humanidade ou justificação.
A força do romance está sobretudo na sua dimensão psicológica. As personagens surpreendem-nos, obrigam-nos a rever algumas das ideias que vamos formando sobre elas e mantêm uma tensão constante em torno daquilo que realmente aconteceu e das razões que estão por detrás dos seus comportamentos.
A Verdade Sobre Ruby Cooper é, por isso, uma leitura que incomoda, mas que também prende. Não é uma história fácil nem particularmente confortável, sobretudo pela natureza da protagonista, mas é precisamente essa construção psicológica que mantém a curiosidade até ao fim.









