quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Memórias eternas

Célia Gil

(imagem do Google)


De semblante carregado, ele olhava
a velha cabana onde antes vivera,
onde para sempre lhe prometera
que em seu coração para sempre morava.

Agora nos seus olhos perpassava
o dia em que injustamente a perdera!
Num trágico acidente ela morrera
e agora só a memória restava.

Do alpendre avista um azul mar sem fim,
mar onde repousa todo o seu ser
e revê-a vestida de cetim

nesse mar onde quis permanecer,
ondulante, transparente e carmim…
Decide: ali estará até morrer!
                                Célia Gil

Célia Gil / Professora

É professora de português e professora bibliotecária. Gosta de ler e de escrever. Este é o seu espaço de partilha de alguns textos que escreve.

12 comentários:

  1. Muito triste, mas, muito lindo.
    Leva-nos a acreditar em amores eternos... Será que existem?
    Beijo da Nina

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  2. Intensos e lindos teus versos.Belíssima poesia! beijos,chica e tudo de bom,chica

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  3. Que linda poesia, vim lhe agradecer, muito muito obrigada.
    Um grande abraço.

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  4. Triste..mas muito bonito. Parabens fica com Deus

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  5. Triste, doloroso demais e terno!
    Beijos Célia!

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  6. Oi Célia,
    Tão bonito e tão triste ...
    Beijos 1000 e um meio de semana maravilhoso para vc.

    www.gosto-disto.com

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  7. °º✿
    º° ✿✿♥ ° ·.
    Às vezes temos que aprender a conviver com a saudade.
    Boa quinta-feira!
    Beijos.
    Brasil

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  8. Um lindo e triste Soneto, e o mar com certeza lhe trará novos ares.
    Beijos pra ti e lindo dia!

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  9. Olá,Célia!!

    Ah!!Tão intenso amor, que ultrapassa até mesmo a barreira da morte...belíssimo querida!!
    Beijos pra ti!

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  10. Celia,que maravilhoso e comovente poema!A canção tb me emocionou!Tudo simplesmente especial!Bjs,

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  11. Lindos e tristes versos...mas nem só de boa memórias vivemos, não é mesmo?
    Mas, que o amor e o mar o ajudem a tudo amenizar...
    Beijinhos...
    Valéria

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