sábado, 11 de junho de 2011

Apenas mais um cão





Sou um cão abandonado,
rafeiro, desprezado,
sem eira nem beira,
sem sono nem dono.

Sou um cão rafeiro,
sem raça, indistinto,
cor de burro a fugir,
um olho de cada cor.

Sou apenas mais um cão,
nas ruas da amargura,
à espera da ventura
de um pedaço de pão.

Sou um cão de lixeira,
entre tantos cães abandonados
por uma dona rafeira
especialista em cães maltratados.

 

5 comentários:

  1. LINDO POEMA, DEDICADO A ESTOS LEALES ANIMALITOS QUE TANTO SUFREN AVECES.
    SE NOTA QUE TIENES UN GRAN CORAZÓN!!
    BESOS. . . PAT

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  2. Linda!E como é triste ver isso,não? beijos,lindo domingo!chica

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  3. Bom dia,Célia Gil!!

    Que linda poesia!!E dá margem a várias interpretações...Adorei!!
    *A imagem é muito fofa!!
    Beijos pra ti!

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  4. Célia,
    Merecida homenagem a esses animais, que quando abandonados e mau tratados nos causam tanta indignação!
    Também estou retornando de um tempinho sumida pois tive uma semana e um fim de semana com um turbilhão de coisas pra fazer. Agora já me liberei o bastante e estou revendo os amigos e comentando seus últimos posts.
    Bjs e uma linda semana!

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  5. Obrigada pela visita, e gentil comentário.
    Lindo poema!
    Beijinhos.

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