Onde A Biblioteca Se Esconde, Isabel Ibañez

Ibañez, Isabel (2024). Onde A Biblioteca Se Esconde. Alfragide: Edições Gailivro.

Tradução: Elga Fontes
N.º páginas: 384
Início de da leitura: 05/03/2026
Fim da leitura: 07/03/2026

**SINOPSE WOOK**

"A impressionante conclusão da história que Isabel Ibañez iniciou com o livro O Que Guarda o Rio.
Inez Olivera viajou pelo mundo até ao Egito, em busca de respostas para a recente e misteriosa morte dos seus pais. Mas toda a sua busca levou-a por um caminho perigoso, cheio de mágoas, traições e uma magia perigosa que a puxou profundamente para o passado. Neste momento, Inez está a sofrer com o assassinato da sua prima Elvira e com a traição da sua mãe. Quando o Tío Ricardo lhe faz um ultimato sobre a sua herança, só tem uma opção a considerar: o casamento com Whitford Hayes.
Antigo soldado britânico, assistente de campo do Tío Ricardo e antigo inimigo, Whit tem as suas próprias razões misteriosas para permanecer no Egito. Com o coração em jogo, Inez poderá ter de ligar o seu destino à única pessoa cujos planos secretos a podem arruinar.
Uma fantasia histórica imersiva e exuberante passada no Egito, repleta de aventura e um romance entre rivais como nenhum outro!"

Adquire este livro através do meu link de afiliada Wook:  https://www.wook.pt?a_aid=698b2dc997d71

Onde a Biblioteca se Esconde, de Isabel Ibañez, foi uma leitura a que me aproximei com alguma expetativa cautelosa. Não sendo, de todo, apreciadora de fantasia, sobretudo quando a narrativa envolve magia de forma explícita, ainda assim quis acreditar que este romance me pudesse surpreender. Essa expetativa vinha, em grande parte, da experiência anterior com a autora em O Que Guarda o Rio, um livro que, apesar dos seus elementos fantásticos, conseguiu manter um equilíbrio interessante entre atmosfera, ritmo e construção narrativa.
Infelizmente, este não foi um caso semelhante. Embora a escrita de Isabel Ibañez continue a ser fluida, envolvente e fácil de acompanhar, o enredo acabou por não me convencer. Ao longo da leitura, deparei-me com uma sucessão de acontecimentos intercalados que me pareceram artificiais, quase como se servissem apenas para fazer avançar a história sem o necessário cuidado na sua integração. Essa sensação foi reforçada por incongruências temporais, com datas e sequências que não batem certo, quebrando a coerência interna da narrativa e, consequentemente, a minha imersão enquanto leitora.
Estas falhas estruturais tornaram-se difíceis de ignorar e acabaram por sobrepor-se aos aspetos positivos do livro. A promessa de uma história misteriosa e rica, ancorada num espaço tão simbólico como uma biblioteca, perdeu-se num desenvolvimento que senti pouco consistente e, por vezes, apressado. No meu caso, essa falta de solidez narrativa foi determinante para que não conseguisse apreciar plenamente a obra.

0 Comentarios