sábado, 2 de abril de 2011

Quero ser...



Os meus pensamentos já me fogem,

enveredam pela floresta

sombria da dor,

mergulhando na mágoa e na ausência.

A saudade fere a alma,

deixando-a tatuada de cicatrizes.

A perda é um sentimento único

que nos deixa à deriva

que nos faz sentir ínfimas

partículas de um mundo perene.



Quem somos? Seremos alguma coisa?

Que importa o que somos

se o que seremos não é nada?



Para quê a arrogância?

Por quê a superioridade manifestada,

se o que seremos não é nada?



Quero deixar para sempre

esta floresta sombria,

abrir a janela à esperança

e viver cada momento

com a plenitude da minha alma,

com a magia da primeira entrega!



Quero ser

porque o que serei não é nada.

2 comentários:

  1. Lindo poema amiga...brilhante reflexão. Adorei.
    Bjs

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  2. Obrigada pelo seu comentário! O seu blog está maravilhoso!
    Bjs

    ResponderEliminar

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