segunda-feira, 25 de abril de 2011

Vermelho


(imagem do Google)

A vermelho pinto o sangue

derramado em guerras inúteis,

o erro destacado.

Pinto também a paixão,

a chama que acalenta,

o desejo que devora o coração.

Pinto os elos de ligação

entre as artérias da vida,

pinto um campo de papoilas

nos montes primaveris.

Pinto as cerejas maduras

no início do Verão.

Pinto o vestido sensual,

que arrasa um coração.

Pinto a força e a coragem

dos cravos da revolução.
                                  Célia Gil

2 comentários:

  1. Vermelho é a cor do sangue, da vida, da paixão...lindo poema!
    Beijos,
    Carla

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  2. Obrigada, Carla, esta é a primeira cor da Paleta poética, um poema que conjuga uma série de cores!

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