segunda-feira, 15 de maio de 2017

Mendigo



Qual vagabundo à deriva
Perdido nas cinzas do que foi,
Sinto-me a alma esquecida
Tão esquecida que já nem dói.

E no vazio das emoções,
Vou deixando apenas de ser.
Larguei a mão às sensações
Até de mim mesmo me perder.

O meu coração já não rima
Com paixão, emoção, comoção...
Sou mendigo que sobe rua acima
Sem levantar os sonhos do chão.

                                              Célia Gil
(imagem pesquisada em https://geracaojosac.files.wordpress.com/2011/09/mendigo-01.jpg)

4 comentários:

  1. Célia, que não seja autobiográfico, é o que espero desse belo poema.
    Beijo

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    1. Não, não é, mas é dedicado a tantos que se perderam de si mesmos! Beijinhos e um domingo muito feliz.

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