domingo, 5 de dezembro de 2010

Soneto da saudade

Célia Gil

(imagem do Google)

Se um dia sentires a vã saudade
passar muito próxima do teu ninho,
não olhes para ela com ansiedade,
finge que não estás e fala baixinho.

Assim, ela se esgueira, sem vontade
de dominar o teu ser tão cansado,
que, por saber tão bem o que é saudade,
andou como um louco desesperado.

Sem ela serás mais feliz;
viverás só da esperança e do futuro,
esquecerás o quanto a saudade diz.

Abre só janelas que não abriste,
esquece o passado tão cruel e duro
e alvorece no bem que ainda existe!
                                            Célia Gil

Célia Gil / Professora

É professora de português e professora bibliotecária. Gosta de ler e de escrever. Este é o seu espaço de partilha de alguns textos que escreve.

1 comentários:

  1. Belíssimo soneto amiga!

    "Abre só janelas que não abriste,
    esquece o passado tão cruel e duro
    e alvorece no bem que ainda existe!"

    E sigamos em frente ...

    Amei !!!
    *Vanda*

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