terça-feira, 6 de março de 2018

Inverno na alma

Célia Gil


Na minha alma nem sempre
o sol irrompe em raios de sedução,
quando a esperança se desfaz na mente
e ficam as cinzas da desilusão.

Na minha alma nem sempre
a primavera me coroa de flores.
Murcha em mim a pequena semente
do amor e restam resignados rancores.

Na minha alma nem sempre
sopra a brisa da madrugada.
Desfolham-se as flores de quem sente,
com os ventos que sopram em rajada.

E chove, chove tanto no meu rosto...
Uma chuva miudinha que entranha
e vai deixando frio o meu desgosto,
até de mim me sentir estranha.
                                                 Célia Gil

Célia Gil / Professora

É professora de português e professora bibliotecária. Gosta de ler e de escrever. Este é o seu espaço de partilha de alguns textos que escreve.

1 comentários:

  1. Por vezes o nosso coração tem tanta magoa, que inunda a alma acabando esta por transbordar rios de tristeza, através dos nossos olhos.
    Maravilhoso poema
    Beijinhos
    Maria de
    Divagar Sobre Tudo um Pouco

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