terça-feira, 15 de maio de 2012

Pudesse eu deixar de pensar

Célia Gil

(imagem do google)

Preciso deixar de pensar,
esconder-me das minhas ilusões,
deitar-me no meu bem-estar
e deixar-me de divagações.


Quanto mais penso no que sou
mais procuro o inconsciente,
sou um barco que naufragou
sem encontrar o Oriente.


Deito-me teluricamente,
aspirando o ar da terra,
quero paz para a mente
que a pensar está em guerra.


Quero voltar a ser criança,
não ter de me preocupar,
rumar em direcção à distância,
sem nada procurar.


Quero de mim me ausentar!
                                    Célia Gil

Célia Gil / Professora

É professora de português e professora bibliotecária. Gosta de ler e de escrever. Este é o seu espaço de partilha de alguns textos que escreve.

4 comentários:

  1. oi Celia,

    ah,minha amiga,
    como eu gostaria de voltar a ser
    criança também...
    adorei!!!

    beijinhos

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  2. Linda poesia...

    Há mesmo momentos que gostaríamos de voltar a ser crianças, sem preocupações, apenas poder brincar...
    Mas...
    Então, temos que deixar com que ele more em nós...Assim, veremos o mundo mais bonito!
    beijos,tudo de bom,chica

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  3. Oi querida, Célia!
    As vezes nos sentimos como a pessoa mais infeliz do mundo, mas basta olhar para lado, que verás que existem pessoas com problemas piores que o nosso. Temos que ter força para enfrenta nos obstáculos de frente sem nos ocultar. Beijos amiga.

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  4. Celia, eu me lembro de quando era criança queria parar de pensar!....rsss...fazia uma especie de jogo,tentando aquietar os pensamentos...rrrsss...ás vezes até as crianças precisam de uma pausa!Bjs e bela poesia!

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