(imagem do Google)
O stresse, a pressão do trabalho excessivo, deixam-nos perdidos, desorientados. Depois, passamos à fase da negação, em que não nos conformamos, rabujamos, refilamos e arranjamos todos os pretextos para fugir ao inevitável. Até as tarefas que mais desgostamos, como algumas tarefas domésticas, se tornam apetecíveis soluções para não enfrentarmos a realidade. Finalmente, enquanto nos dispersámos a digerir o inevitável trabalho que deixámos à espera, a consciência começa a morder-nos até parecermos “baratas tontas”. É aí que resolvemos enfrentá-lo, nos sentamos e fazemos face às dificuldades. Absortos, sem ver mais nada, numa árdua dedicação à tarefa inadiável. E só quando acabamos é que alguém se nos pode dirigir sem estar sujeito a um grito de desabafo ou a um não à interrupção.
O que é mais estranho no meio de tudo isto é que, no fim, sentimos o orgulho da tarefa hercúlea concretizada. Mas longe de nos sentirmos completamente realizados, parece que esta missão deixou um vazio.
O stresse é uma força impulsionadora e que dá sentido à vida. Sem ele esta seria monótona e vazia de objetivos.
Célia Gil















