(imagem do Google)
Não é um dia como os outros,
há todo um ritual que o envolve.
Começo por procurar a paz,
percorrendo as divisões da casa
até a encontrar.
Depois, arranjo uma forma
de encontrar o conforto
e sentar-me com ele,
bem recostados.
Da janela deve vir a claridade
abrilhantar a história,
tocá-la com os seus
mágicos raios de sol.
A seguir procuro os meus óculos,
que tornarão as letras mais apetecíveis,
no ponto para serem inteiramente devoradas.
E a sós,
empreendo uma longa viagem,
sempre inusitada viagem.
E já não estou só,
mas no meio de uma história envolvente,
observadora atenta,
leitora sedenta
de personagens ficcionais,
fieis amigas e companheiras
de lágrimas e risos,
de amores e decepções,
de meras recordações.
Recostados, apenas o corpo e o conforto,
porque eu… o meu verdadeiro eu…
esse já há muito que está longe…
muito longe…
Célia Gil















