Histórias Soltas Presas Dentro de Mim

(imagem do google)

Não tenho mais palavras,
por isso remeto-me ao silêncio
dos meus dias cansados.
Calaram-se todas,
deixando-me nesta masmorra
triste e solitária.
Abro os braços ante a desertificação
procurando ajuda ou apoio.
Mas o vazio da voz dói-me na alma.
Abro a boca para falar
mas o som é mudo
e sofre ante a minha impotência.
Arre! Quero gritar e não posso!
Palavras prisioneiras da mente,
incontactáveis, sem futuro, sem presente.
Acabaram as palavras todas,
as de amor e as de dor,
as de jubilo e as de raiva.
Silenciaram-se,
emudeceram
prisioneiras em mim.
Os sentimentos remetidos ao silêncio
são vazios opressores
que doem na garganta.
Acabaram as palavras todas...
                                 Célia Gil
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(imagem do google)

Domingo, fim de tarde.
Um homem sentado
num banco de jardim
que dá para o mar.
Não contempla o horizonte,
lê um jornal pensativo.
Horas repetidas
repousam em notícias
mesmas de três dias repetidos,
mesmas em jornais consecutivos.
Nos seus olhos
mora o reflexo da atualidade,
tristezas, desastres, catástrofes,
realidade nua,
demasiado crua.
Burlas, vigarices, desvios,
pobreza, fome, incerteza.
Nos seus olhos
há cansaços,
há sonhos por concretizar,
projetos por realizar.
Cansados, os seus olhos
fecham-se por um momento.
E em breve sonho agitado
surge o poeta
devolvendo-lhe sonhos perdidos,
revelando-lhe sentimentos esquecidos,
momentos adormecidos...
A realidade suaviza,
a crueldade ameniza
e até o sol ganha reflexos cor-de-rosa
no horizonte.
O homem dobra o jornal,
sorri porque redescobriu o sentido da vida.
                                                     Célia Gil


(imagem do google)

Quantas histórias na mente guardamos,
contadas, adormecidas, imaginadas,
reveladas, escondidas, sonhadas,
histórias que esquecemos, lembramos.

Conta-me histórias, avó, conta-me histórias!
Mesmo as que ouvi vezes sem fim,
deixa que escute tudo o que em mim
jaz no pó das minhas memórias.

Ainda que já as tenha ouvido,
parece sempre, sempre a primeira vez.
Vejo novos pormenores com mais nitidez,
descubro em cada uma um novo sentido.

Histórias que passam, vão e permanecem
numa dança de memórias rodopiante,
risos antigos baloiçam de forma constante,
ecos de momentos que não se esquecem.
                                                  Célia Gil



(imagem do google)

Ler não é um ato simples,
não se pode sequer definir.
É mais, muito mais…
Escolher um livro é esperar a química
atração à primeira vista.
É sentir que é “aquele”,
“aquele” é o livro,
aquela a capa,
aquela a ilustração,
aquela a história que quero ler.
E esse inicial impacto
é magia, é química, é tacto,
é sonho, é crença, é olfato.
É querer, é ter, é poder,
é desejar, é esperar, é ler.
Criamos laços num ato de entrega
entre o livro que se desvenda
e o nosso olhar que o anseia.
E é neste processo sensual,
carismático ritual
que nos torna num só.
Eu passo a integrar o livro,
a história, o poema, a memória,
que depende de mim
para ganhar novos sentidos,
o principal sentido: ser lido!
                                      Célia Gil


(imagem do google)


Sobe o sol no horizonte,
traz em si uma missão,
repousa os raios no monte,
aquece as faces e o coração.
Tudo ganha uma nova vida,
vida perdida, vida esquecida,
tece de novo a ilusão.
Ergue-se da noite o véu
que tudo cobria em penumbra,
recolhendo a sua angústia ao céu,
encolhida ante o sol que deslumbra.
                                     Célia Gil




Hoje resolvi fazer uma sobremesa muito apreciada pelos meus filhotes e que fica, como o nome indica, "do céu".
É fácil, mas requer paciência.
Então, aqui vai a receita:

Começam por se fazer os ovos moles:
- 8 gemas.
- 8 colheres de açúcar.
- 16 colheres de água.

Junta-se a água e o açúcar num tachinho, que vai ferver cerca de 3 minutos.
Em seguida, deixa-se arrefecer e batem-se as gemas (deixando as 8 claras reservadas).
Misturam-se as gemas ao preparado anterior depois deste arrefecer e vai novamente a lume (brando), mexendo sempre para não encaroçar. Cerca de 5 minutos. Deixa-se arrefecer.


Em seguida, passamos ao resto da receita:
- oito claras.
- 1 pacote de bolacha Maria d'Oro.
- 2 pacotes de natas e açúcar a gosto.
Batem-se as claras em castelo e reservam-se. Batem-se as natas até ficarem durinhas, adoçam-se a gosto e envolvem-se com as claras. Ralam-se as bolachas.

Finalmente, numa taça, vai-se colocando uma camada do preparado das claras/natas e uma de bolacha ralada. Termina-se com claras/natas e cobre-se com os ovos moles. 




Fica uma delícia! Bom domingo e experimentem!


Imagem relacionada
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Olhos grandes, brilhantes,
os da criança que passa
e que por vezes faz asneiras
e fica quietinha
à espera da reprimenda.
Passa, menina, passa...
Vive plenamente,
que o tempo não volta atrás.
Chapinha nas poças de água
e ri, ri até não poderes mais.
Olha, contempla o céu,
as flores, a vida.
Conhece amigos,
vive amores e dissabores,
mas mantém esse ar inocente
que para mim é um presente
que o teu rosto me oferece.
Vem, dá-me a tua mão
e aloja-te em mim,
no meu coração.
Quero essa criança que fui,
essa criança que me fazia sonhar,
me deixava os olhos a brilhar...
Porque o tempo, implacável, flui,
mas eu quero continuar a sorrir!
Dá-me a tua mão,
vamos correr pelos montes,
rebolar na relva,
apanhar flores silvestres,
adormecer à sombra de uma árvore
quando já não pudermos mais.
Pode ser que a mãe
nos leve ainda ao colo para a cama
e nos dê um beijo de boa noite.
Dá-me a tua mão
e vamos ser felizes!

                           Célia Gil






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Como pode ser, Deus meu,
como pode a vida desiludir
pessoas boas
no seu simples existir?
Castigo? Não creio!
Seria imerecido!
Prova de resistência e fé?
Não creio!
Ninguém infligiria tamanho sofrimento,
tamanha dor, tamanho tormento,
em prol do reforço da fé!
Distração? Provavelmente!
Se somos feitos à Tua imagem,
Por que exigimos que sejas infalível?
Testar limites? Não creio!
Seria um ato de masoquismo,
de ironia, de sadismo!
Sina do destino? Talvez…
Talvez nasçamos com um destino traçado,
ainda que triste e malfadado
e sejamos marionetas nas suas mãos.
Seremos nós capazes de o fintar,
de o contornar, de o enganar?
Mais tarde ou mais cedo
virá reclamar o que nos designou,
tirar o que o presente nos negou.
De um momento para o outro,
passamos de gente sonhadora
a um farrapo velho
e caímos do pódio
sem a certeza de um chão seguro.
Deixamos de protagonizar a felicidade
e tudo se desmorona.
Os ombros descem
sob o peso da desgraça.
As nossas alegrias
passam a espelhos de medo.
A nossa crença
a revolta e incompreensão.
Tudo é frio, triste, solidão.
Perdemos o norte,
o futuro, a razão.
Somos ínfimos nadas adiados.
                                      Célia Gil

Escrevi este poema ao tomar conhecimento de mais um caso de cancro na família e aproveito este momento de Páscoa para suplicar e orar por todos os doentes oncológicos, para que tenham fé e acreditem que tudo vai passar, mas que saibam que também têm o direito a este grito de revolta! Depois passa a revolta, a mágoa, mas é inevitável! Que Deus dê muita força e coragem para ultrapassar esta provação!



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Fico triste comigo
quando não consigo
tolerar a inveja,
quando me revolto
com atitudes incorretas.
Queria ser capaz de ignorar,
simplesmente deixar passar…
Mas não! Sou sensível!
Levo desaforos para casa,
carrego ofensas com tristeza
e fico amargurada,
magoada, angustiada.
Demoro a reagir,
a impedir-me de me sentir
desiludida com as pessoas,
magoo-me em demasia,
levo tudo muito a peito
e fico a sós com as minhas lágrimas.

Quem me dera ser
aquela força da natureza
que explode mas logo esquece,
que é capaz de ultrapassar,
esquecer sem sofrer,
ignorar ainda que sem perdoar…

Mas sou assim…
Demasiado humana
para ser fria como uma rocha,
impenetrável como o nevoeiro,
sólida como a urze
que resiste às nortadas.

Sou frágil, demasiado frágil,
Sensível, demasiado sensível,
Humana, irremediavelmente humana. 
                                           Célia Gil



(imagem do google)

Se a voz não me doer
não me cansarei
de te dizer
que eu quero,
quero muito mais da vida,
quero tudo o que ela
me poderá dar.
Quero o amor
puro e verdadeiro,
o amor eterno
até ao dia derradeiro.
Quero a paz,
a paz no mundo,
quero o sonhar,
o sonhar profundo.
Quero a saúde
a saúde de ferro,
quero a amizade verdadeira
que a falsa não, não quero.
Não quero o poder
que se usa para ofender,
não quero a arrogância,
a inveja e a ganância.
O que eu quero,
o que eu quero mesmo,
o que eu espero,
o que eu espero mesmo
é viver a vida intensamente
numa felicidade permanente,
e poder compartilhá-la,
doá-la, desperdiçá-la…
Mas que a vida me abrace,
nos seus braços me enlace,
que eu quero cantá-la
até que a voz me doa.
                         Célia Gil

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Onde está a gargalhada genuína
da criança que fui um dia?
Quando foi que o sorriso deixou
de se delinear nos meus lábios?
Não sei ao certo,
mas foi há muito,
há tanto tempo
que nem me recordo bem…
Esse sorriso é hoje imagem difusa,
tela de contornos envelhecidos,
memórias perdidas no tempo…
Mas tenho saudades
do tempo em que a minha alma
tinha razões para sorrir,
em que os meus olhos
tinham o brilho das gargalhadas,
em que todo o meu rosto
era um reflexo de alegria.
Quem me dera que a mágoa
fosse como as palavras,
que a pudesse apagar…
Mas ela entra,
apodera-se de nós
e vem para ficar
escrita na linha da vida
a tinta permanente.

Há que boicotar a mágoa,
apagá-la definitivamente
e procurar o sorriso perdido.
Só assim a gargalhada
voltará a desenhar no rosto
a paz e a felicidade perdidas.
Quem sabe, quem sabe…
                               Célia Gil

(imagem do google)

Suave, solta, sinuosa,
a borboleta bamboleia-se
em celestiais céus cinza.
Soltas asas desenvoltas
contornam canteiros,
refrescam-se em frescas flores,
toque de tule translúcido
que roça rente ao rosto
iluminando a alma leve,
bela borboleta breve…
                               Célia Gil


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(imagem do google)


Não me digas quem devo ser,
qual o melhor caminho a seguir,
como sou quero permanecer,
pronta a sonhar, a me iludir.

Não me digas que não acredite,
que não ouça o que quero ouvir,
que não me entregue, não me dedique
e que não tenho razões para sorrir.

Por que ousas desmoronar
os castelos que sempre erigi?
Como ousas destronar
os sentimentos que eu ergui?

Ante tuas feras realidades
tapo fortemente os meus ouvidos
ignoro de todo essas verdades
e sigo o que me dizem os meus sentidos.
                                                  Célia Gil


(imagem do google)

Em certo momento um feiticeiro
fez com que o "a" se dissolvesse
e tudo ficou escuro, feio e frio.
O i sentou-se no pódio,
fez-se rei do mundo
e deixou-o misterioso e sombrio.
Fino, libertino, invencível,
enterrou o "a" num sítio fundo,
longe de tudo, um sítio perecível.
Logo o u se lhe juntou,
os dois fortes e invencíveis,
ciumentos, funestos,
fúnebres sentimentos difundindo.
E os seres, efémeros,
feridos bem no fundo do seu íntimo,
mortos os bons sentimentos,
sucumbem por vírus mortíferos.
                                            Célia Gil

(uma brincadeira com o "a" como letra proibida)

Onde quer que estejas, pai, sei que me vês, sei que me sorris e guias a minha vida. Aqui deixo os poemas que te escrevi quando adoeceste. Partiste tão jovem, com apenas 49 anos, tendo eu 23 e sinto-o sempre como se fosse hoje.
 

(imagens do google)

Teus olhos tão cansados de existir
poisam nos meus com ternura e carinho,
e na vã aparência de um sorrir,
sofres teus pesadelos tão sozinho!

Uma tragédia desola teu peito,
sonhos, ilusões morrem no teu rosto.
Também é meu esse sonho desfeito.
Também é meu todo o teu desgosto!

Pensa que não estás só, eu estou contigo!
Se quiseres chora em meu colo amigo,
de resto,  incapaz  ante o teu sofrer.

Se pudesse, ouve, tudo faria,
Contigo teu sonho construiria
Assim, só te resta o meu bem-querer!
                                                    Célia Gil
 

Quero gritar ao mundo a minha dor
para assim  aliviar esta tensão,
derramar lágrimas de dissabor
que andam perdidas no meu coração!

Queria ser como Asclépio, feiticeira,
para poder recuperar a vida
e dá-la a quem por ela em vão suplica,
a quem se sente sem eira nem beira.

Assim, resta-me apenas a esperança
ainda que ténue, ainda que vaga,
de poder beijar tua face branca,

ainda que por segundos de angustia.
Erguer os meus grous e flores de astúcia
e libertar-te de tão triste saga.
                                                             Célia Gil
 

É tão doloroso viver sem ti!
No meu peito sinto, apertado, um nó,
e quantas lágrimas por ti verti?!
Agora, meu querido, estou tão só!

Se recordo o passado em que te tinha,
vislumbro a tua imagem já cansada,
a tua dor que também foi minha,
a tua face tão amargurada...

Ah!, poder eu tirar-te à morte fria,
E nos meus braços aquecer teu ser.
Dar vida ao teu corpo que ali jazia,
sangue para em tuas veias correr.

E poder falar-te, acarinhar-te,
contar-te a minha vida, o mundo duro.
Ver-te sorrir, e, sem dores, ouvir-te
dar-me conselhos úteis para o futuro!
                                                    Célia Gil
                                                          

Se, sem dó, me levaste meu pai querido,
leva minh'alma que se t'oferece
Nada em mim mais vive! Só agradece
que recolhas meu ser enlouquecido!

Dói em meu peito o peso das saudades.
Lágrimas de um profundo sentimento,
são vestígios de cruel sofrimento.
É um viver de inúteis ansiedades.

a quem darei o Amor que por Ti sinto?
A minha mão já não aquece a tua,
minhas lágrimas não fazem viver

teu ser por quem sinto carinho infindo.
O meu olhar e minha face nua,
anseia tanto ver-te renascer !
                                                          1993
                                                    Célia Gil



Imagem relacionada
(imagem do google)



Nem sempre é fácil entender
tudo o que digo,
especialmente o que fica por dizer,
porque o que sou,
o caminho que sigo,
nem eu o chego a perceber.
O enigma do eu que me habita
será sempre uma interrogação
a pontuar-me a vida,
a questionar-me em vão.
E quem poderá afirmar
com toda a convicção
que o caminho a trilhar
está apenas na sua mão?
Tudo é incerto, até mesmo eu.
Tudo é mistério, muito mais a vida.
Tudo é incógnita, inclusive o céu.
Tudo é inesperado, até a despedida.
Se o que sou é uma linha insegura
delineada na folha em branco,
o futuro é uma névoa obscura
e o passado a prisão do desencanto.
E se para me encontrar,
tenho de sair de mim,
é a caneta que me irá guiar
nessa busca sem fim.
                               Célia Gil

(imagem do google)


Hoje preciso desabafar contigo,
irmã que nunca tive.
Quero pegar-te na mão,
contar-te como me sinto.
E tu, irmã sonhada,
ficarás acordada
apenas para me ouvir.
Ouvir-me-ás pacientemente,
sorrir-me-ás docemente,
saberás exactamente o que sinto.
Riremos juntas
dos momentos que não tivemos,
partilharemos juntas
os momentos que não vivemos.
E eu nunca mais estarei só.
Já velhinhas,
continuaremos unidas
em histórias fingidas,
por nós ficcionadas,
irmãs, amigas, conhecidas!

                                Célia Gil

                                                    (imagem do Futilish)
Há vazios que nos invadem,
nos preenchem de tal maneira,
que nos perdemos neles.
E quando queremos sair
estamos enlaçados e abraçados por eles,
numa prisão de sentimentos ausentes.
Abomino vazios…
Quero-me grávida de sentimentos e emoções,
sempre prontos a nascer a qualquer momento.
O que quer que seja será sempre melhor,
porque será vida…vitalidade...
Abomino vazios
que nos fazem perder momentos
esquecer quem somos
ignorar para onde caminhamos
e nos invadem, tomando-nos nos braços
preenchendo a mente, esmagando o ser…
Prefiro a consciência, ainda que dura e cruel
a essa prostração improfícua,
a essa antecipação da morte.
Quero viver!
Quero sentir
os músculos, as veias, o sangue,
a lágrima quente, o sorriso espontâneo,
a fome, a sede, a náusea, o desejo…
cada ínfimo acontecimento como se fosse o último…
Quero existir!
                       Célia Gil

(imagem do google)

Os meus olhos moram em profundezas,
nas águas límpidas dos oceanos
e abarcam corais e peixes de todas as cores.
E no mais fundo dos oceanos
moram os meus medos, as minhas incertezas,
escondem-se os meus secretos pavores.
Mas é nessas profundezas
que estão também sonhos guardados,
ilusões delineadas no infinito
em contornos de delicadezas,
sonhos ainda não concretizados
ilusões marcadas em granito
nas rochas dessas profundezas.
                                              Célia Gil
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Sobre mim

Professora de português e professora bibliotecária, apaixonada pela leitura e pela escrita. Preza a família, a amizade, a sinceridade e a paz. Ama a natureza e aprecia as pequenas belezas com que ela nos presenteia todos os dias.

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