Santos, Mafalda (2021). Conta-me, Escuridão. Lisboa: Suma das Letras.
Ilustração: David Benasulin
N.º de páginas: 144
Início da leitura: 02/11/2026
Fim da leitura: 04/11/2026
**SINOPSE WOOK**
Todos gostamos de histórias. Sejam de encantar, para dormir ou rir. Mas não se deixe enganar: estes contos não são para dormir, muito menos para rir. É provável que as personagens criadas por Mafalda Santos roubem o sono e invadam os sonhos em todo o seu esplendor. E terror. Desde trigémeas assassinas, a entidades assustadoras, passando por bruxas malévolas e magia. Nestas páginas não há sossego, nem esperança, excepto na literatura portuguesa que está viva e de ótima saúde.
Em Conta-me, Escuridão, Mafalda Santos reúne um conjunto de contos que exploram o terror através de situações invulgares, personagens pouco convencionais e acontecimentos que tanto podem surpreender como roçar o absurdo. São histórias onde o fantástico encontra espaço para se manifestar, nem sempre de forma previsível, e onde a realidade parece ter limites bastante mais frágeis do que aqueles que habitualmente lhe atribuímos.
Um dos aspetos que mais se destaca é a forma como a autora constrói estas narrativas. A escrita é fluida, acessível e envolvente, permitindo-nos entrar facilmente em cada história e deixarmo-nos conduzir pelos acontecimentos. Há uma naturalidade na forma de contar que favorece o ritmo da leitura e desperta a curiosidade em relação ao que poderá surgir nas páginas seguintes. Mesmo quando as situações assumem contornos inesperados ou pouco habituais, existe uma capacidade de manter o interesse e de nos fazer querer descobrir até onde nos leva cada conto.
As personagens também contribuem para a singularidade do livro. Distantes do que poderíamos considerar figuras convencionais, apresentam características e comportamentos que se ajustam bem ao universo criado pela autora. O estranho, o insólito e o inesperado cruzam-se ao longo das histórias, dando origem a situações que desafiam a lógica e que, por vezes, surpreendem precisamente pela sua natureza insólita.
Embora o terror seja o elemento que une os diferentes contos, não se trata de um livro que dependa exclusivamente do medo ou de ambientes sombrios. A imaginação tem aqui um papel importante, assim como a liberdade de explorar acontecimentos fora do comum, sem a preocupação de os manter sempre dentro de uma lógica previsível.
Conta-me, Escuridão é, acima de tudo, um livro que se lê com facilidade e que consegue despertar a vontade de continuar. A diversidade das histórias e a forma como estão construídas fazem com que cada novo conto represente uma oportunidade de entrar num universo diferente, sem perder a curiosidade pelo seguinte. Aconselho!
Um dos aspetos que mais se destaca é a forma como a autora constrói estas narrativas. A escrita é fluida, acessível e envolvente, permitindo-nos entrar facilmente em cada história e deixarmo-nos conduzir pelos acontecimentos. Há uma naturalidade na forma de contar que favorece o ritmo da leitura e desperta a curiosidade em relação ao que poderá surgir nas páginas seguintes. Mesmo quando as situações assumem contornos inesperados ou pouco habituais, existe uma capacidade de manter o interesse e de nos fazer querer descobrir até onde nos leva cada conto.
As personagens também contribuem para a singularidade do livro. Distantes do que poderíamos considerar figuras convencionais, apresentam características e comportamentos que se ajustam bem ao universo criado pela autora. O estranho, o insólito e o inesperado cruzam-se ao longo das histórias, dando origem a situações que desafiam a lógica e que, por vezes, surpreendem precisamente pela sua natureza insólita.
Embora o terror seja o elemento que une os diferentes contos, não se trata de um livro que dependa exclusivamente do medo ou de ambientes sombrios. A imaginação tem aqui um papel importante, assim como a liberdade de explorar acontecimentos fora do comum, sem a preocupação de os manter sempre dentro de uma lógica previsível.
Conta-me, Escuridão é, acima de tudo, um livro que se lê com facilidade e que consegue despertar a vontade de continuar. A diversidade das histórias e a forma como estão construídas fazem com que cada novo conto represente uma oportunidade de entrar num universo diferente, sem perder a curiosidade pelo seguinte. Aconselho!











