Pynia, Tomeu (2017). Uma Aldeia Branca - O Bar do Barbudo. Lisboa: Levoir.
Tradução: Carlos Xavier
N.º de páginas: 96
Início da leitura: 09/09/2026
Fim da leitura: 10/09/2026
**SINOPSE WOOK**
"Este livro assinala a estreia de mais um autor espanhol na colecção Novela Gráfica, é uma obra coral, povoada de personagens com histórias para contar e que, além de Rafa, o dono do bar, e de Núria e Marga, as empregadas, inclui naturalmente os clientes do bar.
Clientes como Pantaléon, o vagabundo carregado de histórias; Eduardo Corona, o escritor argentino em busca de inspiração; Ignacio, o velho criador de pombos; Lucia, a fotógrafa de guerra: Don Nicolas, que espera (e desespera) pelas cartas do seu velho amor; o marinheiro Bernet Colóm, um Ulisses que regressa sempre a Núria, a sua Penélope, Hugo, o desenhador que não compreende a arte moderna; Kurt, o alemão de aspecto ameaçador e coração de ouro; e Fátima, a Sherazade por quem Rafa sonhou toda a vida.
Em O Bar do Barbudo contam-se histórias que sabem a sal, à brisa do mar e a uma chávena de café. É ao balcão do seu bar que Rafa, o barbudo dono, ouve as histórias que os seus clientes lhe contam, em troca de comida ou de bebida, viajando deste modo por todos os mares do mundo, sem sair da sua pequena ilha.
Com prefácio de João Miguel Lameiras é um livro muito agradável de ler, é uma história de carácter intimista, com um ritmo calmo e com espaço para a reflexão, a sugestão, a nostalgia e o humor."
Clientes como Pantaléon, o vagabundo carregado de histórias; Eduardo Corona, o escritor argentino em busca de inspiração; Ignacio, o velho criador de pombos; Lucia, a fotógrafa de guerra: Don Nicolas, que espera (e desespera) pelas cartas do seu velho amor; o marinheiro Bernet Colóm, um Ulisses que regressa sempre a Núria, a sua Penélope, Hugo, o desenhador que não compreende a arte moderna; Kurt, o alemão de aspecto ameaçador e coração de ouro; e Fátima, a Sherazade por quem Rafa sonhou toda a vida.
Em O Bar do Barbudo contam-se histórias que sabem a sal, à brisa do mar e a uma chávena de café. É ao balcão do seu bar que Rafa, o barbudo dono, ouve as histórias que os seus clientes lhe contam, em troca de comida ou de bebida, viajando deste modo por todos os mares do mundo, sem sair da sua pequena ilha.
Com prefácio de João Miguel Lameiras é um livro muito agradável de ler, é uma história de carácter intimista, com um ritmo calmo e com espaço para a reflexão, a sugestão, a nostalgia e o humor."
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Uma Aldeia Branca – O Bar do Barbudo, de Tomeu Pinya, é um livro, cuja premissa é simples: num bar situado numa ilha mediterrânica, Rafa, conhecido como o Barbudo, recebe clientes que, em troca de uma refeição ou de uma bebida, lhe oferecem aquilo que verdadeiramente trazem consigo, as suas histórias.
Rafa quase não precisa de sair do lugar para viajar. São os outros que lhe trazem o mundo, através das memórias, experiências e fantasias que partilham ao balcão. Por ali passam personagens tão diferentes como um escritor argentino que perdeu a inspiração, uma fotógrafa de guerra, um criador de pombos ou um marinheiro, cada um carregando uma história que, de alguma forma, acrescenta uma nova paisagem àquele pequeno espaço.
É precisamente essa estrutura que torna a leitura tão particular. Não estamos perante uma narrativa que procura conduzir-nos rapidamente para um grande acontecimento ou para um desfecho surpreendente. O livro constrói-se através de encontros e de pequenas histórias, permitindo que cada personagem deixe uma marca antes de seguir o seu caminho. O bar funciona como ponto de passagem, mas também como lugar de permanência, onde vidas muito diferentes se cruzam durante o tempo suficiente para que alguma coisa seja partilhada.
A viagem que o livro propõe é, por isso, sobretudo uma viagem através das palavras e das memórias. Cada relato abre uma janela para uma realidade diferente e mostra-nos como uma pessoa pode transportar consigo mundos inteiros, mesmo quando permanece sentada no mesmo lugar. Há aqui uma ideia muito bonita de que viajar não significa necessariamente partir: por vezes, basta escutar alguém.
O ritmo da novela gráfica acompanha essa ideia. A ação desenvolve-se de forma tranquila, sem pressa, quase como uma música que se deixa ouvir ao fundo e que nos vai conduzindo de uma história para outra. É uma leitura que pede disponibilidade e alguma contemplação. Em vez de procurar constantemente prender o leitor através da tensão, Tomeu Pinya cria uma atmosfera de quietude, deixando que sejam as personagens e aquilo que têm para contar a conduzir a narrativa.
Também a própria forma da novela gráfica contribui para essa sensação. A componente visual não está apenas ao serviço das histórias, mas ajuda a construir o ambiente da ilha, do bar e das pessoas que por ali passam. Há uma simplicidade que combina com o tom da obra e que permite que os momentos de silêncio tenham tanto significado como os diálogos.
Rafa quase não precisa de sair do lugar para viajar. São os outros que lhe trazem o mundo, através das memórias, experiências e fantasias que partilham ao balcão. Por ali passam personagens tão diferentes como um escritor argentino que perdeu a inspiração, uma fotógrafa de guerra, um criador de pombos ou um marinheiro, cada um carregando uma história que, de alguma forma, acrescenta uma nova paisagem àquele pequeno espaço.
É precisamente essa estrutura que torna a leitura tão particular. Não estamos perante uma narrativa que procura conduzir-nos rapidamente para um grande acontecimento ou para um desfecho surpreendente. O livro constrói-se através de encontros e de pequenas histórias, permitindo que cada personagem deixe uma marca antes de seguir o seu caminho. O bar funciona como ponto de passagem, mas também como lugar de permanência, onde vidas muito diferentes se cruzam durante o tempo suficiente para que alguma coisa seja partilhada.
A viagem que o livro propõe é, por isso, sobretudo uma viagem através das palavras e das memórias. Cada relato abre uma janela para uma realidade diferente e mostra-nos como uma pessoa pode transportar consigo mundos inteiros, mesmo quando permanece sentada no mesmo lugar. Há aqui uma ideia muito bonita de que viajar não significa necessariamente partir: por vezes, basta escutar alguém.
O ritmo da novela gráfica acompanha essa ideia. A ação desenvolve-se de forma tranquila, sem pressa, quase como uma música que se deixa ouvir ao fundo e que nos vai conduzindo de uma história para outra. É uma leitura que pede disponibilidade e alguma contemplação. Em vez de procurar constantemente prender o leitor através da tensão, Tomeu Pinya cria uma atmosfera de quietude, deixando que sejam as personagens e aquilo que têm para contar a conduzir a narrativa.
Também a própria forma da novela gráfica contribui para essa sensação. A componente visual não está apenas ao serviço das histórias, mas ajuda a construir o ambiente da ilha, do bar e das pessoas que por ali passam. Há uma simplicidade que combina com o tom da obra e que permite que os momentos de silêncio tenham tanto significado como os diálogos.









