sábado, 8 de janeiro de 2011

Estou em paz

(imagem do Google)

No aconchego da lareira,
revejo memórias crepitantes.
A madeira estala
a lembrança.
O passado
cheira a fumo,
impregna a alma
uma essência queimada.
Em cada labareda
uma paixão escondida;
em cada estalido da lenha,
uma dor no peito.
As cinzas são lágrimas,
jazem-me no coração,
num passado queimado.
Mas invade-me um calor aconchegante
desta lenha crepitante.
Aconchego as memórias
Impregnadas pelo fumo do tempo.
Embalo-as até adormecerem.
Estou em paz.
                                 Célia Gil

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