segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Montes do paraíso

(imagem do Google)

Trouxe sempre comigo
o cimo destes montes,
verdejantes, com cheiro a alecrim,
a giestas, cantarinhas e jasmim.
E no cimo destes montes
o coração não se exalta,
o tempo parece que não passa.
À minha frente
o rio segue o seu curso,
sem nada que o detenha
e o seu lento e leve sibilar
é música para os meus ouvidos.
E sinto paz neste profundo silêncio,
ouço o silêncio dos montes,
que até já os montes se calam.
E encontro a eternidade
nesta omnipotente imensidade!
                                        Célia Gil

2 comentários:

  1. "Mas se Deus é as flores e as árvores
    E os montes e sol e o luar,
    Então acredito nele,
    Então acredito nele a toda a hora,
    E a minha vida é toda uma oração e uma missa,
    E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos."

    Alberto Caeiro

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  2. Esse panteísmo de Alberto Caeiro é realmente interessante. Quanto a mim, se Deus existe, é precisamente assim, em tudo o que é natural. Apreciei o comentário. Obrigada!

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