segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Vencer as torrentes da vida

Célia Gil

(imagem do google)

No horizonte
nuvens grávidas de água
adentram pelos meus olhos
e apoderam-se de todo o meu ser.

Sufocam palavras
que estrangulam na garganta,
não chegando a desenhar sentidos
nas ondas auditivas da vida.

E todo o meu ser
é invadido por rios que não desaguam,
imponentes e revoltas,
presas de água presa…

E é aquela palavra, aquele gesto,
naquele preciso momento,
que libertam a pedrinha que sustentava a presa,
deixando jorrar em impulsos vitais,
qual no nascimento de uma criança,
torrentes de água infinda.

No fim, a calma,
a paz recuperada,
as palavras voltam
para desenhar
novas ondas de vida
no horizonte…
                              Célia Gil

Célia Gil / Professora

É professora de português e professora bibliotecária. Gosta de ler e de escrever. Este é o seu espaço de partilha de alguns textos que escreve.

16 comentários:

  1. Que lindo e quando as lágrimas insistem em cair, elas caem, rolam e depois vem a calmaria! beijos,tudo de bom,chica

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  2. Boa tarde querida!
    Lindo dentro desse contexto,vamos vencer sim as correntezas da vida,basta acreditar...
    bjssssssssssssssssss

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  3. Célia, é a bonança após a tormenta, não é?
    Lindo.
    Beijos

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  4. Celia,que linda inspiração!Poesia cheia de sensibilidade e adorei!Bjs e boa semana!

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  5. E todos temos que vencer essas torrentes, um exercício diário.
    Que sua semana seja de paz e harmonia, beijos

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  6. Lindo texto e linda imagem!
    Beeijo!

    www.blogmundoparalelo.com

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  7. Oi Célia,
    Lindo o poema, tem ritmo de uma torrente mesmo.
    Beijos 1000 e uma semana maravilhosa para vc.

    www.gosto-disto.com

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  8. Precisamos esvaziar o que está transbordando dentro da gente e recomeçar novamente....
    Celia lindo poema,amo ler você,,,
    beijos de luz

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  9. Célia
    Às vezes calamos e os sentimentos se reprimem mas basta um pequeno gesto para para colocarmos tudo para fora, daí nos sentimos leves, numa verdadeira calmaria.
    Linda a maneira poética como descreve estes sentimentos!
    Abraços e tenha uma ótima semana

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  10. E nós temos de remar contra a maré e vencer as torrentes!
    :)

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  11. Celia, sou uma chorona assumida...mas com o passar do tempo tenho percebido que venho chorando menos, será que endureci, será que sequei? Ainda choro de nervoso ou de felicidade, mas o que não quero mesmo é deixar de chorar de emoção...sem sentir não dá. Bjo grande com saudade, desculpe a demora de passar por aqui, os dias tem me escapado...

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  12. Belíssimo! Você tem a arte da poesia no sangue e na alma.
    Achei diferente e encantadora a expressão "nuvens grávidas de água".
    Às vezes, sufocamos tantos sentimentos que, já no limite,um pequeno dissabor faz transbordá-los através de nuvens de lágrimas.

    Obrigada pela ilustração à minha postagem de hoje com a linda lenda que deixou registrada em seu comentário.

    Tenha uma ótima semana.
    Beijos.

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  13. oi Celia,

    as águas lavam a alma,
    são tormentas necessárias,
    isso a gente vai aprendendo com as tempestades
    da vida...
    muito lindo seu poema...

    estou melhor sim,obrigada querida!

    beijinhos

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  14. Olá,Célia!!

    Que bela inspiração querida!!!!Nos momentos em que a angústia nos sufoca, só as lágrimas para ajudar a lavar a alma e trazer a calmaria novamente!
    Beijos pra ti!!!!

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  15. Olá Célia, a água tem tanta força..
    Lindo poema!
    Beijinhos

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