quarta-feira, 2 de março de 2011

Soneto a Inês de Castro

Célia Gil

(imagem do Google)

Inês, bela Inês, por Camões cantada,
Que condena o Amor enganador,
Capaz de despoletar grande rancor,
Contra uma dama pura e delicada.

Bela Inês, vítima de amor tirano
De um Destino e de um povo teimoso
Que amor tão puro criam ser maldoso,
Amor eterno, não amor leviano.

Se por amar de corpo e alma alguém
Se é condenado à morte prematura,
Amar com paixão não deve ninguém.

Quão triste foi os filhos presenciarem
A morte da mãe em plena candura
Por simplesmente dois seres se amarem!
                                                     Célia Gil

Célia Gil / Professora

É professora de português e professora bibliotecária. Gosta de ler e de escrever. Este é o seu espaço de partilha de alguns textos que escreve.

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