terça-feira, 19 de julho de 2011

Prisão urbana

(imagem do Google)

Vivemos aprisionados
entre prédios imensos
que ofuscam a luz do sol.
As estrelas passam despercebidas
enfraquecidas pelas luzes
de altos candeeiros em betão.
Tudo é cinzento,
o sol mal raia pela janela
para brincar
com o sono da manhã.
E a vida corre agitada,
por entre sons citadinos.
Passos agitados e apressados
calcorreiam a toda a hora
os estreitos passeios.
Buzinas irritadas e ansiosas
ecoam em sintonia com travagens
repentinas e estridentes.
Cheira a freios queimados,
a alcatrão a derreter sob 40 graus,
a fumo, gasóleo e gasolina.
Sou prisioneira
desta selva urbana,
ansiando a libertação.
                          Célia Gil

6 comentários:

  1. Olá,Célia!!

    Expressar os sentimentos através da poesia é lindo!!
    Gosto de morar na cidade, mas as vezes tudo sufoca, e anseio ficar na natureza...
    Beijos pra ti querida!!
    Tenha um ótimo dia!

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  2. è difícil se habituar no campo, pois estamos em correria o tempo todo, mas que falta nos faz um cheirinho de mato, ah! E como faz! adorei, o texto, beijos

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  3. Essa “selva de pedra” está acabando por roubar o nosso lindo pôr-do-sol. Belo texto, Celinha. Bjkas com carinho!

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  4. Olá Célia, também eu vivo num prisão urbana. Gostava muito viver no campo, com mais liberdade, com ar puro.. Gostava mesmo.
    Beijinhos

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  5. Olá amiga, sei que a natureza é bela e que vivemos aprisionados, mas por mais que eu tentasse não conseguia voltar a viver no campo. Tinha 12 anos fui entregue a uma avó que morava no campo. Só, pois tiraram-me tudo, até da minha sombra eu tinha medo...não desejo a ninguém. Beijos com carinho

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  6. Olá!
    Adorei seu blog!
    Estarei sempre que possível
    aqui e se puder me visita
    lá no http://orecantodosventos.blogspot.com/

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