terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Vencer a insanidade

(imagem de beltiaaditidaena.wordpress.com)


Quando o cansado e triste ser humano

desce à cave húmida da existência,

não há retorno, tudo é vil e insano

e afoga-se no lodo da demência.



A dor é tão forte, a dor lancinante

que nos oprime e comprime o nosso ego.

Abraçamos um frio arrepiante

que torna o ser um simples verme cego.



Há que sair da auto-destruição,

largar o sofrimento umbilical,

rasgar as fortes grades da prisão.



Deixar de se auto-compadecer,

matar em nós o feroz animal

que nos impede de ser e viver!

1 comentário:

  1. Quando a palavra é, ao mesmo tempo, um grito do purgatório e ensejo de purificação...

    Brilhante poema!

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